Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga, pseudônimo de Adolfo Correia Rocha, 12 de agosto de 1907 - foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX.
Filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros, gente humilde do campo do concelho de Sabrosa
Miguel Torga, pseudônimo de Adolfo Correia Rocha, 12 de agosto de 1907 - foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX.
Filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros, gente humilde do campo do concelho de Sabrosa

22 Comentários:
I nominated you for an award. Please pick it up on my Dark Side Of The Moon blog. Thanks for your Rays of Light!
Hugs!!
xoxoxo :)
Coisa mais linda ... belo presente para alegrar meu dia!
A poesia é o pão que alimenta a alma.
Beijos no coração :-)
oh, o "meu" querido Miguel Torga.
maravilhoso.
oh, o "meu" querido Miguel Torga.
maravilhoso.
Moitas gracias..
por dalo a nocoser.e compartilo..
fermosa poesiaa,,moitooo..
biquiñoss
Se parece al caballero que ordenaba los autos en la calle
De nuevo encantada con el poema publicado, cada vez se mas de portugues ;).
"Donde mi nombre deje
Al cuerpo que designa en brazos de los siglos,
Donde el deseo no exista."
Luis Cernuda.
Besos desde Sevilla.
Ahora que el silencio es un mar sin olas....
que lindo y bonito...
Y matar la sed con agua salada...
delicioso.
Besos amiga:o)
Moitas gracias por compartir
Es linda la poesía que subiste, pot ti copnozco a este escritores porugueses
un abrazo dede Sonora
Tua postagem esta simplesmente sublime. Obrigada por nos presentear com tão belas escritas.
Beijos,
Cris
Las Mujeres de Romero de Torres
Rico pan de esta carne morena, moldeada
en un aire de caricia de suspiro y aroma...
Sirena encantadora y amante fascinada,
los cuellos enmarcados, de sierpe o de paloma...
Vuestros nombres de menta y de ilusión sabemos:
Carmen, Lola, Rosario...Evocación del goce...
Adela...Las mujeres que todos conocemos,
que todos conocemos, y nadie las conoce!...
Naranjos, limoneros, jardines, olivares,
lujuria de la tierra, divina y sensual,
que vigila la augusta presencia del ciprés.
En este fondo, esencia de flores y cantares,
os fijó para siempre el pincel inmortal
de nuestro inenarrable Leonardo cordobés.
Manuel Machado...para todas as poetisas...em especial para a Rose...
A belíssima poesia continua a passar por aqui...
Este é um poema maravilhoso de um dos "grandes" escritores portugueses!
Bj
Gracias por tu comentario que me alegra el día, como el resto de ellos.
Estoy ansiosa por ver cual será tu siguiente relago.
"Palabras del idioma de Quevedo,
henchidas de dobleces de sentido,
cada una de vosotras es un nido
de sutiles conceptos."
Miguel de Unamuno.
Besos
então...aqui vai para o mestre Torga!
Deus me dera de embarcar
numa viagem comprida
tendo-te sempre a meu lado
no resto da minha vida (popular da Ilha do pico)
Dizer o teu lindo nome
é pra mim um prazer;
para viver sempre alegre,
vou dizê-lo até morrer.(Ilha Terceira)
Disses-te a quem já me disse
que me não podias ver;
se o disses-te, está bem dito,
muito gostei de o saber (Ilha do Corvo)
Deu-me sono fui dormir,
na fresquidão me deitei;
acordei, achei-me só,
com que mágoa não fiquei.(Ilha de S. Miguel)
De tão longe vim querida,
apenas para te ver,
rompendo tanto caminho
com risco de me perder.(Ilha de Santa Maria)
Deixa-me ir por i abaixo
como quem vai buscar lume;
hei-de entrar, hei-de sair,
para mim não há tapume.(Ilha das Flores)
Deixaste-me a mim por outro
isso lá não faz ao caso,
também as flores se apanham
e se plantam noutro vaso.(Ilha de São Jorge)
Com vergonha não vos olho,
com vergonha não olhais,
com vergonha não vos peço,
com vergonha não me dais.(Ilha Graciosa)
Carvões, que já foram brasas,
com pouco lume se acendem,
amores, que já foram dálma,
com poucas falas se rendem.(Ilha das Flores)
Caçador, que vais
á caça,
da caça vens, caçador;
Mas em vez de penas dáve
trazes só penas d'amor.(Ilha de São Jorge)
brutal!
Olá, já estou menos zangada e mais alegre. Há momentos menos bons na vida de todos nós, o que interessa é que os momentos bons compensem o resto. Um beijinho e fiquei feliz de encontrar aqui Miguel Torga... Os Bichos: um dos livros da minha juventude. Até breve e tudo de bom.
biz a mes amis de capri ,biz de belgique
biz a mes amis de capri ,biz de belgique
Este comentário foi removido pelo autor.
Amor � primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Gosto muito de Miguel Torga...e este poema é cheio de ternura.
Uma boa semana para vocês.
Beijinhos
Dulce
Adolfo...um fandango para ti...
...una mujer fue la causa
de la perdición primera;
que no hay mal en este mundo
que de mujeres no venga...
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