terça-feira, 12 de agosto de 2008

Súplica









Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,

Não respondas

Às urgentes perguntas

Que te fiz.



Deixa-me ser feliz Assim,

Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto

O nosso amor Durou.



Mas o tempo passou,

Há calmaria...

Não perturbes a paz que me foi dada.

Ouvir de novo a tua voz seria

Matar a sede com água salgada.



Miguel Torga, pseudônimo de Adolfo Correia Rocha, 12 de agosto de 1907 - foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX.
Filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros, gente humilde do campo do concelho de Sabrosa

22 Comentários:

Blogger Green-Eyed Momster disse...

I nominated you for an award. Please pick it up on my Dark Side Of The Moon blog. Thanks for your Rays of Light!
Hugs!!

xoxoxo :)

12 de agosto de 2008 às 01:17  
Blogger Lílian disse...

Coisa mais linda ... belo presente para alegrar meu dia!
A poesia é o pão que alimenta a alma.
Beijos no coração :-)

12 de agosto de 2008 às 12:02  
Blogger margarida já muito desfolhada disse...

oh, o "meu" querido Miguel Torga.

maravilhoso.

14 de agosto de 2008 às 08:04  
Blogger margarida já muito desfolhada disse...

oh, o "meu" querido Miguel Torga.

maravilhoso.

14 de agosto de 2008 às 08:04  
Blogger KAMELUCHA,.,.,.,.,., disse...

Moitas gracias..
por dalo a nocoser.e compartilo..
fermosa poesiaa,,moitooo..
biquiñoss

14 de agosto de 2008 às 10:51  
Blogger Escritor sin experiencia disse...

Se parece al caballero que ordenaba los autos en la calle

15 de agosto de 2008 às 17:36  
Blogger Mk disse...

De nuevo encantada con el poema publicado, cada vez se mas de portugues ;).

"Donde mi nombre deje
Al cuerpo que designa en brazos de los siglos,
Donde el deseo no exista."
Luis Cernuda.

Besos desde Sevilla.

16 de agosto de 2008 às 05:34  
Blogger La Gata Coqueta disse...

Ahora que el silencio es un mar sin olas....
que lindo y bonito...
Y matar la sed con agua salada...
delicioso.

Besos amiga:o)

18 de agosto de 2008 às 15:10  
Blogger Celia Rivera Gutierrez disse...

Moitas gracias por compartir
Es linda la poesía que subiste, pot ti copnozco a este escritores porugueses
un abrazo dede Sonora

18 de agosto de 2008 às 15:52  
Blogger Cristiana Fonseca disse...

Tua postagem esta simplesmente sublime. Obrigada por nos presentear com tão belas escritas.
Beijos,
Cris

18 de agosto de 2008 às 21:16  
Blogger Olivier Franconetti Benamor disse...

Las Mujeres de Romero de Torres

Rico pan de esta carne morena, moldeada
en un aire de caricia de suspiro y aroma...
Sirena encantadora y amante fascinada,
los cuellos enmarcados, de sierpe o de paloma...

Vuestros nombres de menta y de ilusión sabemos:
Carmen, Lola, Rosario...Evocación del goce...
Adela...Las mujeres que todos conocemos,
que todos conocemos, y nadie las conoce!...

Naranjos, limoneros, jardines, olivares,
lujuria de la tierra, divina y sensual,
que vigila la augusta presencia del ciprés.

En este fondo, esencia de flores y cantares,
os fijó para siempre el pincel inmortal
de nuestro inenarrable Leonardo cordobés.

Manuel Machado...para todas as poetisas...em especial para a Rose...

19 de agosto de 2008 às 14:04  
Blogger Ana Paula Sena disse...

A belíssima poesia continua a passar por aqui...

Este é um poema maravilhoso de um dos "grandes" escritores portugueses!

Bj

19 de agosto de 2008 às 16:27  
Anonymous Anônimo disse...

Gracias por tu comentario que me alegra el día, como el resto de ellos.
Estoy ansiosa por ver cual será tu siguiente relago.
"Palabras del idioma de Quevedo,
henchidas de dobleces de sentido,
cada una de vosotras es un nido
de sutiles conceptos."
Miguel de Unamuno.

Besos

19 de agosto de 2008 às 16:52  
Anonymous Anônimo disse...

então...aqui vai para o mestre Torga!

Deus me dera de embarcar
numa viagem comprida
tendo-te sempre a meu lado
no resto da minha vida (popular da Ilha do pico)

Dizer o teu lindo nome
é pra mim um prazer;
para viver sempre alegre,
vou dizê-lo até morrer.(Ilha Terceira)

Disses-te a quem já me disse
que me não podias ver;
se o disses-te, está bem dito,
muito gostei de o saber (Ilha do Corvo)

Deu-me sono fui dormir,
na fresquidão me deitei;
acordei, achei-me só,
com que mágoa não fiquei.(Ilha de S. Miguel)

De tão longe vim querida,
apenas para te ver,
rompendo tanto caminho
com risco de me perder.(Ilha de Santa Maria)

Deixa-me ir por i abaixo
como quem vai buscar lume;
hei-de entrar, hei-de sair,
para mim não há tapume.(Ilha das Flores)

Deixaste-me a mim por outro
isso lá não faz ao caso,
também as flores se apanham
e se plantam noutro vaso.(Ilha de São Jorge)

Com vergonha não vos olho,
com vergonha não olhais,
com vergonha não vos peço,
com vergonha não me dais.(Ilha Graciosa)

Carvões, que já foram brasas,
com pouco lume se acendem,
amores, que já foram dálma,
com poucas falas se rendem.(Ilha das Flores)

Caçador, que vais
á caça,
da caça vens, caçador;
Mas em vez de penas dáve
trazes só penas d'amor.(Ilha de São Jorge)

19 de agosto de 2008 às 18:12  
Anonymous Anônimo disse...

brutal!

21 de agosto de 2008 às 00:35  
Blogger MJL disse...

Olá, já estou menos zangada e mais alegre. Há momentos menos bons na vida de todos nós, o que interessa é que os momentos bons compensem o resto. Um beijinho e fiquei feliz de encontrar aqui Miguel Torga... Os Bichos: um dos livros da minha juventude. Até breve e tudo de bom.

23 de agosto de 2008 às 06:17  
Blogger hugodeco disse...

biz a mes amis de capri ,biz de belgique

24 de agosto de 2008 às 19:02  
Blogger hugodeco disse...

biz a mes amis de capri ,biz de belgique

24 de agosto de 2008 às 19:02  
Blogger Rose disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

25 de agosto de 2008 às 20:01  
Blogger Rose disse...

Amor � primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

25 de agosto de 2008 às 20:04  
Blogger Dulce disse...

Gosto muito de Miguel Torga...e este poema é cheio de ternura.
Uma boa semana para vocês.
Beijinhos
Dulce

8 de setembro de 2008 às 14:10  
Blogger Olivier Franconetti Benamor disse...

Adolfo...um fandango para ti...

...una mujer fue la causa
de la perdición primera;
que no hay mal en este mundo
que de mujeres no venga...

10 de setembro de 2008 às 12:45  

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